A Cirurgia Bariátrica

Cirurgia Bariátrica

As pessoas com obesidade mórbida ou super obesidade, perdem peso quando submetidas ao procedimento cirúrgico que se denomina Cirurgia Bariátrica, associado a tratamentos não cirúrgicos.

O objetivo do tratamento cirúrgico é o de reduzir o peso do paciente de forma que os riscos da obesidade se tornem aceitáveis e a mortalidade seja próxima à da população não obesa. Isto corresponde a um peso de no máximo 30% acima do ideal, ou seja, um IMC inferior a 32.

O Núcleo Paulista de Obesidade realiza operações com redução do estômago associada a um desvio intestinal (gastroplastia vertical com anel de contenção + gastroenteroanostomose em Y de Roux + Enteroenteroanastomose).

Pequena parte do estômago (tubo gástrico) é separada do restante do órgão por meio de um aparelho que, ao mesmo tempo, corta e grampeia. Por este motivo, essas operações são conhecidas como “operações com grampeamento do estômago”.

Há 2 princípios nas operações gástricas restritivas:

  1. 1) Deve ser construído um pequeno reservatório gástrico proximal ou tubo, habitualmente com volume de 15 a 45ml, para dentro do qual desemboca o esôfago;

  2. 2) A saída deste tubo deve ser pequena, com 11 a 12mm de diâmetro, para retardar o esvaziamento dos alimentos sólidos.

No desvio gástrico em Y de Roux, o alimento passa do tubo gástrico diretamente para o intestino, não passando, portanto, no restante do estômago e no duodeno. A perda do peso após a cirurgia gástrica restritiva está relacionada à pequena ingestão de alimento necessária para promover a sensação de saciedade devido à distensão do tubo gástrico. Caso seja ingerida uma quantidade excessiva de alimento, é provável que o paciente venha a vomitar.

Além disso, a maioria dos pacientes que venham a abusar de alimentos calóricos concentrados (pudins, sundaes, milk-shake, leite condensado, sorvete, entre outros), sentirá mal estar geral, tontura, queda de pressão e diarréia. Estes são sintomas que os médicos conhecem como “Síndrome de Dumping”, que pode ser evitado se o paciente não consumir tais alimentos, mantendo desta forma, a perda de peso.

É importante ressaltar que o sucesso do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida depende, principalmente, da motivação do indivíduo e de indicação cirúrgica precisa: peso corporal 45kg acima do peso ideal (IMC superior a 40), mantido por período mínimo de 2 anos, além de pessoas com IMC entre 35 e 40 que apresentem doenças associadas com formas graves, porém reversíveis ou mais facilmente controláveis com a perda de peso, como diabetes, hipertensão arterial e osteoartroses.

A cirurgia pode ser realizada por 2 vias: convencional (aberta) ou por videolaparoscopia.